Como tinha prometido, hoje vou falar do filme que foi feito a partir do livro homônimo de Nicholas Sparks: "Um Homem de Sorte". Gostei muito. Como já tinha gostado do livro, o filme correspondeu minhas expectativas. Inclusive, pela escolha do ator principal, Zac Efron. Desde um outro filme que tinha visto com esse ator ("Vida e Morte de Chalie St. Cloud") tinha me surpreendido com sua interpretação. Surpresa no bom sentido, claro. Parece que fez escola em filmes tipo musical, mas aprendeu muito bem, inclusive, para interpretar um papel dramático.
A história é exatamente igual à do livro, guardada a linguagem cinematográfica. Eles conseguiram fazer uma boa adaptação. Na descrição da viagem do personagem no livro, que acaba se estendendo muito, no filme eles deram uma boa enxugada. E assim em outras partes, que, para quem leu o livro e depois vai assistir ao filme, poderá constatar.
Mas, tenho que confessar que esse filme, assim como o livro (ou, os livros!) de Nicholas Sparks são um tanto mais femininos. Calma, antes que alguém jogue a primeira pedra, me deixe explicar melhor o que quero dizer com isso: o filme todo remete para um cenário melodramático bem típico, em que mulheres acuadas, num
mundo que aparenta ser sensível mas se revela bruto, buscam refúgio
em homens que aparentam ser brutos mas se revelam sensíveis. Logan é um fuzileiro naval, mas é também enxadrista, pianista e
ótimo dançarino. Já Betty não só é uma exceção civilizada no meio
dos "caipiras" dos EUA, mas também gosta de ler, de arte. Acho que esse tipo de sensibilidade toca mais as mulheres, porque homens, normalmente, não tem muita paciência para o melodrama. Uma pena, deixa a vida da gente bem mais leve. Quem quiser conferir, vale a pena assistir num sábado a tarde, por pura diversão.

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