quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Trilogia Millennium



Como falei anteriormente, disse que ia tentar comentar sobre alguns dos livros que li esse ano. Uma trilogia que caiu em minha mão quase por acaso, foi a Trilogia Millenium. Como tinha assistido ao primeiro filme (isso mesmo, transformaram todos os livros em filmes), e quando entrei na livraria meio a esmo, sem saber o que comprar, me deparei com o segundo livro da trilogia na promoção. Como já tinha comentado, livro não é um produto muito barato para se adquirir o tanto que a gente gostaria. Então, fiquei curiosa em saber como continuava a história, sendo assim, resolvi comprá-lo. Uma excelente aquisição. Quando terminei o segundo, comprei o primeiro, e, depois, o terceiro.

O primeiro livro é Os Homens Que Não Amavam As Mulheres. Seu autor, Stieg Larsson, jornalista e ativista político muito respeitado na Suécia. A história tem a personagens extremamente bem construídos e originais, como a jovem e genial hacker Lisbeth Salander, magérrima, com o corpo repleto de piercings e tatuagens e comportamento que beira a delinquência. Ele se vê envolvida em diversas situações da vida contemporânea, muitas vezes repleta de violência sexual contra as mulheres, passeando pelo corrupto do mercado financeiro à invasão de privacidade, os movimentos neofascistas e ao abuso de poder de uma maneira geral. De forma extremamente original, Larsson engendra a trava de tal forma, que não conseguimos parar de ler.

O segundo é A Menina que Brincava com Fogo. “Não há inocentes. Apenas diferentes graus de responsabilidade”, raciocina Lisbeth Salander. Lisbeth parece uma garota frágil, mas é uma mulher determinada, ardilosa, perita tanto nas artimanhas da ciberpirataria quanto nas táticas do pugilismo, e sabe atacar com precisão quando se vê acuada. Mikael Blomkvist pode parecer apenas um jornalista em busca de um furo, mas no fundo é um investigador obstinado em desenterrar os crimes obscuros da sociedade sueca, sejam os cometidos por repórteres sensacionalistas, sejam os praticados por magistrados corruptos ou ainda aqueles perpetrados por lobos em pele de cordeiro. Um destes, o tutor de Lisbeth, foi morto a tiros. Na mesma noite, contudo, dois cordeiros também foram assassinados: um jornalista e uma criminologista que estavam prestes a denunciar uma rede de tráfico de mulheres. A arma usada nos crimes — um Colt 45 Magnum — não só foi a mesma como nela foram encontradas as impressões digitais de Lisbeth. Procurada por triplo homicídio, a moça desaparece. Mikael sabe que ela está apenas esperando o momento certo para provar que não é culpada e fazer justiça a seu modo. Mas ele também sabe que precisa encontrá-la o mais rápido possível, pois mesmo uma jovem tão talentosa pode deparar-se com inimigos muito mais formidáveis — e que, se a polícia ou os bandidos a acharem primeiro, o resultado pode ser funesto, para ambos os lados.

O terceiro livro é A Rainha do Castelo de Ar. Esse volume reúne os melhores ingredientes da série: um enredo de tirar o fôlego, personagens que ficam gravados na imaginação do leitor e surpresas que se acumulam a cada página. Grande parte dos segredos é desvendada, e Lisbeth Salander agora conta com excelentes aliados. O principal é Mikael Blomkvist, jornalista investigativo que já desbaratou esquemas fraudulentos e solucionou crimes escabrosos. No mesmo front estão ainda Annika Giannini, irmã de Mikael, advogada especializada em defender mulheres vítimas de violência, e o inspetor Jan Bublanski, que segue sua própria linha investigativa, na contramão da promotoria.

A única coisa triste é que o autor, Stieg Larsson, morreu subitamente em 2004, aos cinquenta anos, vítima de enfarte, e não pôde desfrutar do sucesso estrondoso de sua obra. Um grande perda.

Quem tiver tempo, vale a pena ler esse livros.

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