Abraham Lincoln começa o filme como uma criança que vê sua mãe sendo morta por um vampiro. Quando adulto, Abraham (o ator Benjamin Walker) começa a colocar em prática seu plano de vingança contra aquele que matou sua mãe, o vampiro Jack Barts (Morton Csokas). Mas ele se dá mal nas mãos do vampiro e só não
morre graças à ajuda do misterioso Henry Sturges (Dominic Cooper - "Mamma Mia"). Sturges treina Abraham para lutar contra os vampiros, que, além de estudante de direito, balconista, torna-se caçador desses monstros. Junto a isso, Abraham começa a lutar contra a escravatura, e entra para a política. Não vou continuar a relatar aqui os fatos históricos, porque o filme faz uma misturada enorme, tentando inserir a ficção no que realmente aconteceu, mas de maneira anacrônica e pouco coesa. E, ainda por cima, a falta de cuidado com a cronologia do personagem principal, que começa criança, e, adulto, com pouco mais de 20 anos, resolve se vingar a morte de sua mãe. Até aí tudo bem. Acontece que a história dá um salto, à revelia do entendimento do público, para o
um Lincoln já presidente e cinquentão e em meio à Guerra Civil que
dividiu os Estados Unidos. Isso sem o espectador ter ideia de como se deu essa reviravolta, nem se os vampiros continuaram ou não agindo.
O praticamente desconhecido Benjamin Walker, genro de Maryl Streep, pelo menos consegue dar o mínimo de dignidade ao personagem histórico, apesar de todo sangue e pancadas.
O que é bem interessante no filme são os efeitos especiais, que, realmente, são impressionantes. Apesar do uso obrigatório dos óculos para ver em 3D, que parece o filme só foi lançado nesse estilo, vale a pena assistir, só não quando exageram em algumas cenas, como você poderá constatar quando for conferir no cinema. E também por mera diversão, sem pretensão de se ver um filme em que se saia dizendo: "Nossa, muito bom!".

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