Como tinha mencionado antes, esse ano tive minha fase "clássicos ingleses". Outro livro que li, e amei foi Orgulho e Preconceito, de Jane Austen. Engraçado que mesmo gostando tanto de ler, nunca tinha me aventurado nos livros dessa autora tão maravilhosa e talentosa na sua forma de escrever, e construir as personagens, mesmo suas histórias sendo do final do século XIX, continuam tão atuais e envolventes. Que perda de tempo por um lado, e que satisfação por outro, poder desfrutar, pela primeira vez, de histórias, realmente, apaixonantes. É a mesma sensação que tenho quando sei de alguém que não assistiu um determinado filme, desses inesquecíveis na vida de uma pessoa, e vai assistir pela primeira vez. Que sorte!
Lançado em 1813, apesar de ter sido concluído em 1797, quando a autora
não tinha ainda 21 anos, na cidade em que ela residia ao lado de seus
familiares, foi inicialmente intitulado First Impressions (ao pé da letra: "Primeiras Impressões"), até que Jane
fez a revisão final da história e acabou escolhendo definitivamente o
título Orgulho e Preconceito.
A histório conta a vida da protagonista Elizabeth Bennet, uma mulher muito avançada para sua época. Ela tinha uma
forma particular e inusitada de enfrentar questões como educação,
cultura, moralidade e matrimônio, contrariando o ponto de vista dos
aristocratas que viviam no princípio do século XIX.
Elizabeth, ou Lizzi, como os familiares a chamam, é a segunda de cinco irmãs, filhas de um fazendeiro de
Meryton, um lugarejo criado pela autora e localizado em Hertfordshire,
condado inglês próximo a Londres. Ela não se encaixa no modelo das
heroínas suspirantes e meigas do gênero romântico. Determinada e
rebelde, Elizabeth não se intimida diante da presença de Mr. Darcy, homem arrogante, extremamente rico, e que arranca suspiros de mulheres solteiras, desejosas por um matrimônio. A princípio os
dois nutrem um ódio incomum e recíproco. Contudo, o amor vai surgindo aos poucos, de ambos os lados, mesmo a revelia e descontentamento de quem o nutre.
A história desse livro é tão forte e arrebatadora, que ainda hoje são feitas versões cinematográficas a seu respeito. Um livro para se lê, e reler ao longo da vida.

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