FICHA TÉCNICA:
(Marnie, 1964)
Direção: Alfred Hitchcock Produção: Alfred Hitchcock Roteiro: Jay Presson Allen, baseado num romance de Winston Graham Duração: 130 minutos ELENCO:
Tippi Hedren - Marnie Edgar / Marion Holland / Mary Taylor
Sean Connery - Mark Rutland
Diane Baker - Lil Mainwaring
Marnie é uma mulher bonita, sedutora, mas que usa sua beleza para aplicar golpes nos locais onde trabalha, roubando seu dinheiro. Mas, ela também é uma pessoa perturbada psicologicamente, onde, tudo indica ser um trauma de infância. Uma ladra em série, que se e vê como alvo da paixão da sua próxima vítima (detalhe: ele sabe que ela é uma ladra), o rico empresário Mark Rutland, interpretado por Sean Connery. Apaixonado por ela, ele não quer denunciá-la às autoridades. Por isso,
vai fazer de tudo para que ela se livre da sua compulsão, mesmo que para
isso tenha que fazer a moça confrontar definitivamente a sua distante
mãe (Louise Latham, em uma performance marcante, ainda que pequena).
Ao contrário dos filmes de Hitchcock, esse é mais um drama psicológico, do que um filme de suspense. Também não tem também outra característica de seus filmes, o humor. Mas, assim mesmo é um filme muito bom, apesar de ter uma quebra no ritmo depois da primeira hora do filme. O que em seguida é retomado, até o desfecho.
O que impede Marnie de ser uma obra-prima é que, diferente de quase todos
os outros filmes de Hitchcock, aqui nenhum personagem desperta simpatia
ou permite algum tipo de identificação. Todos são muito calculistas, cínicos, e excessivamente sérios. Outro fator que impediu o
filme deslanchar mais, foi o fato do romance entre Mark e
Marnie nunca engrenar de verdade, e da interpretação da protagonista não
convencer em certos momentos (apesar de ter se saído muito bem em os
Pássaros). Quando foi lançado, o filme não foi sucesso nem de crítica,
nem de público.
Marnie – Confissões de uma Ladra marca a última vez que três
colaboradores favoritos de Hitchcock trabalhariam com ele: o diretor de
fotografia Robert Burks e o editor George Tomasini morreriam algum tempo
depois do lançamento desse filme, e Bernard Herrmann se desentendeu com
o cineasta na composição da trilha de Cortina Rasgada, o que acabou com
a parceria dos dois. Sem essas seis mãos tão hábeis para ajudá-lo,
Hitchcock começaria a se perder nos seus trabalhos. Depois de Marnie, Hitchcock nunca mais foi o mesmo.

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