A história já começa mostrando a paixão platônica que Jean (Sami
Bouajilla) sente por sua patroa, Émilie (Audrey Tautou). Ele lhe escreve uma carta anônima declarando o seu amor. Émilie, por sua vez,
reage de forma fria e insensível às belas palavras do rapaz, porém
decide usar tal carta para reanimar sua mãe, Maddy (Nathalie Baye) que
encontra-se em depressão depois de ter sido abandonado pelo marido.
Assim, Émilie envia a carta para sua mãe, de forma anônima também, dando início a uma série de
mal entendidos.
A trama é escrita por Pierre Salvadori e Benoît Graffin, onde, o primeiro, dirigiu o lindo “Amar Não Tem Preço”, também estrelado por Audrey.
Apesar de ser cheio de clichês, o filme agrada, principalmente pela excelente (como sempre!) atuação de Audrey Tautou, que faz com que não odiemos sua personagem, apesar de ser uma pessoa que, mesmo com a desculpa de "boas intenções", não tem noção do mal que faz para quem está próximo, com sucessivas mentiras, e confusões. Assim, a construção de Emilie é um charme, já que mesmo sendo egoísta,
não conseguimos criar aversão às suas ações. O elo do estranho triângulo
amoroso é fortificado pela doçura da interpretação de Bouajila (Jean) e de
Baye (Maddy). Nenhum deles é completamente correto ou errado, vilão ou mocinho.
Todos são vítimas das ações mal planejadas e dos tiros pela culatra.
Eles precisam contornar as perdas e os ganhos durante todo o filme, e
fazem isso de uma maneira coerente de se ver em tela.Um filme para se conferir, com garantia de boas risadas.

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