segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Filme "Gonzaga - De Pai Pra Filho"


Eu não vou nem me preocupar em descrever a história do filme, acho que todo mundo já conhece, ouviu falar. Afinal, é baseado na biografia dos dois. É a história da relação de Luiz Gonzaga com seu filho, Gonzaguinha. Mas isso mesmo, trata tão somente da relação entre pai e filho, não importando contar como foi a fama, como conseguiram (apesar de mostrar isso). 

O diretor é o mesmo de "Dois Filhos de Francisco" e "A Beira do Caminho". Ou seja, já dá para sentir o quanto filme é bom. O filme faz rir, chorar, emocionar. Muito lindo!

A escolha dos atores foi perfeita! Os que fazem Luiz Gonzaga em várias fases da vida são: Land Vieira, Chambinho do Acordeon e Adélio Lima. Cada um melhor do que o outro. Agora, o ator que faz Gonzaguinha, dá um show de interpretação! Parece a reencarnação do próprio músico. Durante todo o filme, ele conserva um olhar em que se sente que está pronto para a briga, com ressentimento, mágoa, e, às vezes, doce, inseguro, carente.

Lindo, lindo, e imperdível. 

sábado, 27 de outubro de 2012

Filme "007 - Operação Skyfall"


Vários nomes de agentes especiais são descobertos, os que estão em disfarce, em células terroristas. O nome do agente 007, James Bond, também foi incluído. Ele passa a investigar quem está por trás disso, e perseguir seu mentor. Com o fracasso de uma missão na Turquia, o comando de "M" começa a ser questionado pela inteligência britânica. O próprio agente Bond, começa a questionar a importância de sua participação nas missões. 

Outro aspecto que é discutido no filme, e o novo versus o antigo. Quem é mais eficiente, o que tem mais experiência, mas pode estar defasado, ou o novo, que conhece tudo sobre a tecnologia, e sobre as mudanças do mundo moderno?

O filme, em si, não é muito empolgante. A história é meio fraca, e por conta disso, o filme acaba sendo muito longo. Mas duas coisas me chamaram bastante a atenção: a primeiro foi a abertura com a música da Adele. Perfeita! Efeitos especiais muito bem feitos, embalados por uma excelente música.

A segunda coisa que achei imperdível, foi a atuação de Javier Bardem. Não vou dizer quem ele é, para não comprometer a surpresa (pelo menos para mim, foi surpresa!), mas a sua cena inicial é de uma interpretação digna de Oscar. 

A fotografia do filme na Turquia, também é outro item que merece ser destacado. Muito lindo.

Enfim, é um bom filme para o final-de-semana, mas sem muita expectativa.


quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Filme "Os Infratores"



A história se passa na época da Lei Seca dos Estados Unidos, entre os anos de 1920 e 1930. Os irmãos Bondurant contrabandeiam bebida alcoólica em uma cidadezinha próxima à Chicago. A violếncia é o que impera nessas negociações, onde sobram balas para todos os lados e todo mundo quer tirar proveito do que se está ganhando com o contrabando; inclusive, e, talvez, principalmente, as autoridades. Então, chega a cidade um agente especial federal chamado Charlie (vivido por Guy Pearce), que quer por ordem na distribuição da renda obtida pelos irmãos Bondurant, que deveria ir com mais abundância para si mesmo. Assim, tem início a uma perseguição implacável aos irmãos, e uma tentativa de descobrir onde se encontra o alambique onde são destiladas as bebidas. 
 
Filme de cowboy. Antes gostava um pouco mais desse estilo de filme, quando era estrelado por tinha John Wayne, e era de uma violência mais ligth. Aquele tipo de western fashion. Mas esse é extremamente violento. Desses com cenas que a gente fecha os olhos, e imagina o pior. O que não alivia em nada, saber que é baseado em fatos reais. 

Quanto as atuações são excelentes. Temos Tom Hardy, o vilão do último "Batman" como Forrest Bondurant; Jason Clarke como Howard Bondurant Shia LaBeouf, que fez "Indiana Jones" e "Tranformers"; como Jack Bondurant, Floyd Banner (Gary Oldman - "Batman") e Mia Wasikowska, que fez "Jane Eyre", como Bertha.

Apesar de ter ouvido crítica bem favoráveis ao filme antes de ir para o cinema, não fez muito meu estilo.

domingo, 7 de outubro de 2012

Filme "Violino Vermelho"


O filme começa na Itália, século XVIII, quando o artesão Nicolo Bussoti resolve presentear seu filho que está para nascer, com o violino mais perfeito, jamais produzido. Sua esposa, que está muito temerosa com o nascimento do filho, por se achar velha para ter uma criança, resolve consultar uma velha emprega de sua casa, Cesca, que lê cartas, tarô. A medida que Cesca vai falando sobre as cartas, as imagens do filme vão acontecendo do passado, para o presente, se emaranhando com o itinerário que o violino percorreu durante todos esses anos. Prefiro não entrar mais em detalhes, para não estragar as suspresas que acontecem.

Esse filme é de 1998, e ainda não tinha visto. Para mim é uma grande satisfação quando posso ver um filme dessa qualidade pela primeira vez. Porque, se rever bons filmes é uma satisfação ímpar, ter o prazer de assistir um pela primeira vez, é uma sensação indescritível. E esse é um desses filmes, que nos faz admirar ainda mais a sétima arte.

A melhor crítica que li sobre esse filme foi do site que se chama Clube do Tarô (http://www.clubedotaro.com.br/site/t78_Zoe-Violino.asp), onde este detalha com precisão cada passagem do filme, se detendo com primor nas descrições das cartas que Cesca joga, mas, sem perder de vista a história bem construída do enredo.

Filme que vale a pena assistir, e adquirir como parte de uma vidioteca.  

sábado, 6 de outubro de 2012

Filme "Busca Implacável 2"


O ex-agente da CIA Bryan Mills (Liam Neeson) está de volta. Depois de salvar sua filha de traficantes de mulheres no primeiro filme, ele está mais próximo de sua filha e ex-mulher do que era quando eram casados. Quando foi pegar sua Kim, sua filha, para mais uma aula de direção, percebe que sua ex, e seu atual marido estão em crise. Ela tenta disfarçar. Quando, novamente, volta para levar Kim para outra aula de direção, porque ela foi reprovada na primeira vez, ele vê o marido de sua ex saindo após uma briga. Quando toca a campainha, ela está chorando. Ele havia cancelado uma viagem que fariam para a China, para tentar salvar o relacionamento. Então, ele convida para elas irem com ele para Istambul, para onde ele terá que viajar a trabalho dentro de poucos dias. O que Bryan Mills não esperava, era que Murad Krasniqi (Rade Serbedzija), o pai de um dos sequestradores mortos por ele ao resgatar a filha, estivesse planejando se vingar dele.

Esse filme fez um abordagem diferente. A gente nunca pensa, ou se lembra, do que acontece com os vilões que morrem em um filme de ação, policial. A gente, simplesmente, tem a sensação de alívio quando eles são "neutralizados", como se diz em alguns filmes. Esse filme começa justo com o enterro de, pelo menos, umas dez pessoas ao mesmo tempo, e com a comoção de suas famílias: pais, filhos, avós. Logo depois, nos é apresentado quem são essas pessoas. 

Um roteiro bem original, e uma direção perfeita. Apesar daquelas intermináveis cenas de perseguição e de luta entre mocinho e bandidos, Luc Bresson (que assina a direção, produção e roteiro) conseguiu manter o tom eletrizante do primeiro filme, e deu uma certa veracidade ao roteiro, e uma legitimidade aos personagens. Quando Murad Krasniqi, que é pai de um dos que ele matou e torturou, pergunta se ele não achava que ele tinha família, a resposta que Bryan devolve, é se eles nunca também nunca pensaram que as meninas que eles sequestravam e obrigavam a se prostituir, também as tinham. Os dois pontos de vista, de lados opostos, se confrontando de maneira bem realista. Excelente roteiro.

Excelente pedida para o fim-de-semana.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Livro "O Chá do Amor"


Esse livro conta a história de Fiona, uma jovem ingênua e sonhadora de 17 anos, e de seu namorado, também amigo de infância, Joe Bristow. Fiona é operária de uma fábrica de chá e Joe, um feirante. Ambos têm o sonho conjunto de abrir uma casa de chá muito especial. E de xelins em xelins depositados em uma lata de chocolates, lentamente vão se aproximando do tão sonhado objetivo. Porém, ambos não contavam com os percalços que culminariam no adiamento (ou cancelamento?) do sonho a dois. 

É um romance sedutor, que nos leva a uma viagem pelas agitadas ruas de Londres e Nova York do fim do século XIX.

A primeira coisa que me chamou atenção nesse livro, foi a capa. Achei linda, delicada, com roupas que remetem a livros históricos, de grandes sagas que tanto gosto. Pelo nome, simplesmente não compraria. Achei simplório, bobo até. Mas, pelo que vi do original em inglês, foi uma tradução quase literal.

Mas, a capa, e não o nome correspondeu a qualidade do livro. Muito bom, com uma história dessas que prendem o leitor da primeira a última página. Desses livros onde tudo de bom, e de ruim acontece com a personagem principal.

Achei muito bem escrito, com personagens coerentes e bem construídos. Uma escrita bem natural, e com muito charme, bem apropriada para um romance de época.

Até um personagem tão enigmático, e terrível como "Jack, o Estripador", que vivia em Londres na eṕoca em que a história se desenrola, foi encaixado no enredo, E tem um papel fundamental no desenrolar da trama. E ficou super bem construído. Mas, só lendo você vai descobrir como!

Boa leitura, e prepare-se para uma excelente história, onde você vai rir, chorar, e torcer por seus personagens.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Filme "Cosmopolis"


Um bilionário entediado com a vida. A queda do sistema financeiro nos Estados Unidos. Uma sucessão de discussões dentro de uma limosine, na maior parte do filme. Esse filme marca a volta de David Cronenberg, onde, seu último filme tinha sido o excelente "Um Método Perigoso", de 2010.

Depois de alguns filmes estrelado, coincidentemente, por Viggo Mortensen ("Marcas da Violência" (2005), "Senhores do Crime" (2007) e o citado "Um Método Perigoso", de 2010), e após a desistência de Colin Farrell, que foi fazer o remake de "Vingador do Futuro", Cronenberg resolveu chamar o ator Robert Pattinson para o papel do bilionário Eric Packer, que faz uma aposta contra o yuan, onde tudo lhe dizia que a moeda chinesa não deveria ultrapassar um dado patamar. Só que ele se enganou.

Em uma sucessão de encontros, quase todos dentro de sua inseparável limosine, incluindo encontro amoroso, ou, digamos, puramente sexual, Eric não demonstra mais nenhuma satisfação pela vida, não se emociona, nem interage com nada mais ao seu redor. O seu único e maior interesse é o do poder pela acumulação que o dinheiro conduz. Que importância isso tem? Nenhuma. Afinal, Eric não se importa com mais nada.

Filme um tanto pretensioso nas discussões a que se pretende. Faz parecer que são temas extremamente profundos, quando na verdade, não passam de verborreia. 

As atuações são boas, mesmo que pequenas. A excessão de Robert Pattinson, que parece o tempo todo com cara de quem está se espremendo, acho que para tentar dar um ar blasé ao personagem. Temos Juliette Binoche ("Liberdade é Azul", "Paciente Inglês", "Eu, Meu Irmão e Nossa Namorada"), como uma consultora artística, Paul Giamatti ("Mandando Bala" "A Dama na Água"), como o perturbado Benno Levin e Samantha Morton (Còdigo 46", "Minority Report"), como Vija Kinski. 

Se você gosta de interpretações antinaturalistas, em que os personagens parecem, talvez, drogados, ou sonados, ou se tem curiosidade em assistir a um filme, mesmo sem muita expectativa de ser bom, somente por sentir gosto pela arte do cinema, vale a pena ir. Caso contrário...

sábado, 29 de setembro de 2012

Filme "Looper - Assassinos do Futuro"


A viagem no tempo existe, mas não está disponível por ser uma prática ilegal. Apenas no mercado negro ela é utilizada, e quem faz uso de técnica, é a máfia, quem nvia ao passado pessoas que deseja que sejam eliminadas, e assim, não existirão no futuro, incluindo todos os efeitos de sua existência. Quem são responsáveis pela eliminação dessas pessoas, são os loopers, organização a qual Joe (Joseph Gordon-Levitt) faz parte. Um dia, ao realizar mais um serviço corriqueiro, ele descobre que seu alvo é a versão mais velha de si mesmo (Bruce Willis), trazida em viagem no tempo por ter se tornado uma séria ameaça à máfia no futuro.

Com esse thriller eletrizante, que conta com um roteiro muito bem construído, vemos o desenrolar da história que, cada vez mais, prende a atenção pelas descobertas e pistas que vão sendo lançadas. O personagem de Bruce Willis nos revela o porque de ele não poder ser pego, e o que isso vai alterar a humanidade.

Novos personagens surgem e a vida de cada um deles pode ser alterada dependendo da ação do Joe do passado ou do Joe do futuro. É lançada também alguma luz sobre o que ocorre no futuro e como surgiu esse método brutal de acerto de contas.

Mas, não se preocupe com essa revelação, que, inclusive, está no cartaz de divulgação do filme. Conhecer a identidade de Bruce Willis não atrapalha em nada o sucesso da trama e não tira do espectador o prazer da descoberta. O que interessa são os motivos de sua fuga e porque ele precisa da ajuda de sua versão mais jovem para executar um plano que mudará o futuro não só dele, mas de outras pessoas que também estão marcadas para morrer.

Quem é bom fisionomista, vai perceber a diferença no formato do rosto de Joseph Gordon-Levitt, que levava, pelo menos, três horas para se caracterizar parecido com Bruce Willis. Não só pelo uso de lentes de contato claras, mas o formato mais longilíneo de seu rosto.

Excelente pedida para o final-de-semana.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Livro "Os 7 Minutos"



O livro começa com a prisão de um pacato livreiro, Ben Fremont, da livraria Fremont, que vende exemplares do "livro mais pornográfico que já foi escrito depois que Gutember inventou a imprensa... Fascinante como revelação íntima, mas imperdoável como confissão pública", definição (fictícia) do jornal Le Figaro de Paris. O código penal da Califórnia que trata em seu artigo 311, considerando o referido livro como "material obsceno", portanto, um objeto que atenta contra a moral e os bons costumes de toda a população. A história, supostamente, seria a devassa de um "libertino sexual" que resolveu escrever seus devaneios em noites de amor. Como agravante, o livro teria influenciado um caso de estupro brutal seguido de homicídio de uma jovem. Quem vai "defender" o livro é Michael Barrett, um advogado idealista, mas não muito dono das rédeas de sua vida.

Pois é, a história é meio pesada, mas, mesmo assim, o romance de Irving Wallace é muito bom. Principalmente, para a época em que foi escrito (1969), com assuntos tão controversos naquele momento, e que, na verdade, os são até hoje. Tanto o enredo é muito bem escrito, como os personagens tem muita química, e coerência. A trama é um suspense que relata a batalha entre a censura e a liberdade de expressão.

O livro, na época do seu lançamento, escandalizou toda a sociedade estadunidense, e ficou proibido por 35 anos, ganhando status de obra maldida, mas cult

Ele prende a atenção do começo ao fim, mesmo nas partes um tanto cansativas, como a leitura do livro que pode ter incitado um adolescente a cometer um crime bárbaro. O leitor fica preso na argumentação, tanto do advogado e como do promotor, e uma ora fica tendendo para concordar com um, e outra ora para concordar com o outro. As discussões são bem instigantes.

O autor nasceu em Chicago no ano de 1916. Filho de russos, com quinze anos de idade deu início a uma carreira como jornalista, publicando regularmente artigos em publicações periódicas. Depois dos estudos em Escrita de Criação no Instituto Williamns, passou a trabalhar como jornalista independente, sendo inclusive correspondente. Grande parte de sua obra foi adaptada para o cinema, com destaque particular para o filme realizado em 1971 por Russ Meyer, a partir do romance "Os 7 Minutos" e "The Man", com Tom Selleck no papel principal.

Livro recomendado, mas para quem gosta do gênero suspense.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Espetáculo "MATADOR"


Territórios Produções Artísticas apresenta o espetáculo 'MATADOR' (Mirando al Tendido, no original), texto do premiado autor venezuelano Rodolfo Santana, com direção de Susana Garcia e do ator e diretor Herson Capri, com Daniel Dias da Silva e Gustavo Falcão no elenco.

A ação dramática transcorre em uma arena de touros e trata de um embate poético-existencial entre um toureiro em viés de decadência em sua carreira (El Niño) e um touro miúra (Florentino) que atinge seu oponente fatalmente no início da trama. A partir daí, o inusitado diálogo abre discussões sobre vida e morte, amor e ódio, perpassando aspectos existenciais como o sentido da religião, da arte, dos sonhos e das expectativas na vida contemporânea.

O projeto foi selecionado pelo edital da Eletrobrás de 2012 e tem o patrocínio da Chesf (Companhia Hidroelétrica do São Francisco), e fará sua estréia nacional em Recife, no dia 20 de setembro, no Sesc Santo Amaro - Teatro Marco Camarotti, cumprindo apresentações até o dia 23, partindo em seguida para pequena temporada em Fortaleza, entre os dias 27 e 30 de setembro. O espetáculo cumprirá ainda dois meses de temporada no Rio de Janeiro até fevereiro de 2013.

SINOPSE CURTA
Em uma arena decadente de alguma cidade do interior da América Latina, o touro Florentino atinge fatalmente o toureiro El Niño. A partir daí, iniciam um surpreendente diálogo, através do qual são confrontadas suas visões de mundo e suas certezas.

SERVIÇO
Espetáculo: MATADOR 
Texto: Rodolfo Santana
Direção: Susana Garcia e Herson Capri
Elenco: Daniel Dias da Silva e Gustavo Falcão
Local: Teatro Sesc Iracema (FORTALEZA)
Datas e horários: 27 a 30 de setembro - quinta a sábado às 20h e domingo às 19h
Ingressos: R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia)
Classificação etária: 14 anos
Duração: 70 minutos

IMPERDÍVEL!!!!!

Filme "Marnie - Confissões de Uma Ladra"


FICHA TÉCNICA:
(Marnie, 1964)
Direção: Alfred Hitchcock
Produção: Alfred Hitchcock
Roteiro: Jay Presson Allen, baseado num romance de Winston Graham
Duração: 130 minutos
 
ELENCO:
Tippi Hedren - Marnie Edgar / Marion Holland / Mary Taylor
Sean Connery - Mark Rutland
Diane Baker - Lil Mainwaring


Marnie é uma mulher bonita, sedutora, mas que usa sua beleza para aplicar golpes nos locais onde trabalha, roubando seu dinheiro. Mas, ela também é uma pessoa perturbada psicologicamente, onde, tudo indica ser um trauma de infância. Uma ladra em série, que se e vê como alvo da paixão da sua próxima vítima (detalhe: ele sabe que ela é uma ladra), o rico empresário Mark Rutland, interpretado por Sean Connery. Apaixonado por ela, ele não quer denunciá-la às autoridades. Por isso, vai fazer de tudo para que ela se livre da sua compulsão, mesmo que para isso tenha que fazer a moça confrontar definitivamente a sua distante mãe (Louise Latham, em uma performance marcante, ainda que pequena).

Ao contrário dos filmes de Hitchcock, esse é mais um drama psicológico, do que um filme de suspense. Também não tem também outra característica de seus filmes, o humor. Mas, assim mesmo é um filme muito bom, apesar de ter uma quebra no ritmo depois da primeira hora do filme. O que em seguida é retomado, até o desfecho.

O que impede Marnie de ser uma obra-prima é que, diferente de quase todos os outros filmes de Hitchcock, aqui nenhum personagem desperta simpatia ou permite algum tipo de identificação. Todos são muito calculistas, cínicos, e excessivamente sérios. Outro fator que impediu o filme deslanchar mais, foi o fato do romance entre Mark e Marnie nunca engrenar de verdade, e da interpretação da protagonista não convencer em certos momentos (apesar de ter se saído muito bem em os Pássaros). Quando foi lançado, o filme não foi sucesso nem de crítica, nem de público.

Marnie – Confissões de uma Ladra marca a última vez que três colaboradores favoritos de Hitchcock trabalhariam com ele: o diretor de fotografia Robert Burks e o editor George Tomasini morreriam algum tempo depois do lançamento desse filme, e Bernard Herrmann se desentendeu com o cineasta na composição da trilha de Cortina Rasgada, o que acabou com a parceria dos dois. Sem essas seis mãos tão hábeis para ajudá-lo, Hitchcock começaria a se perder nos seus trabalhos. Depois de Marnie, Hitchcock nunca mais foi o mesmo.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Livro "@mor"

Acabei de ler esse livro tão bonitinho. Eu sei que, muitas vezes, "bonitinho" não é uma palavra para se descrever uma coisa, realmente, boa. Mas é o que esse livro é. Um romance levíssimo.
 
Tudo começa quando Emmi Rothner tenta cancelar uma assinatura de revista. Por uma questão gramatical (ela escreve "Lieke" e o que significa ao invés de Like, que é muita bem explicada pela nota do tradutor) o e-mail vai parar na caixa de entrada errada. Pouco depois, já no final do ano, o mesmo Leo Leike, que foi confundido com a revista "Like", recebe um e-mail coletivo de "Feliz Natal e Próspero Ano Novo" da mesma Emmi Rothner. A partir daí, o que era uma conversa virtual casual ganha outra dimensão. Emmi e Leo começam uma amizade baseada na troca diária de e-mails. A atração pelo que o outro escreve cresce motivada pela curiosidade e a ausência de um rosto por trás daquelas mensagens.
 
E claro, com o passar do tempo, esse relacionamento virtual, portanto, perfeito em tantos os aspectos, evolui. Entenda-se perfeito em tantos os aspectos, no sentido de que quando as pessoas não tem rosto, problemas do dia-a-dia, rotina fica mais fácil se relacionar, tudo através de uma Caixa de Entrada. As palavras passar a ser os beijos por escrito, como diz em determinado momento o personagem do livro. 
 
Mesmo assim, parece que fiz pouco caso da história dos personagens. Ela é um pouco mais complexa do que consegui transparecer aqui, como qualquer construção de relacionamento, ainda mais agravante por ser virtual.

Mas, vou logo avisando: o livro tem continuação. Isso mesmo, como a maioria dos livro hoje em dia, esse, também tem continuação. Mas isso não impede de se ter uma história tão bem construída, ágil, apaixonante.
 
Daniel Glattauer conseguiu construir protagonistas fascinantes e diálogos extremamente envolventes (e muitas vezes engraçados). Recomendo como um romance para se deliciar.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Relaxei.

Estou gostando muito de escrever sobre as coisas que gosto, e poder compartilhar com quem estiver interessado em lê-las. Mas, percebi que não dá para colocar um post todos os dias, sem parecer uma corrida contra o tempo. Na verdade, quando comecei o blog, foi para escrever sobre qualquer coisa, alguma coisa, sem o compromisso de assuntos, datas, quantidade de escrita, e até sem saber se alguém iria se interessar ou não para ler alguma coisa sobre isso. E acho que é assim que pretendo continuar escrevendo. Contando impressões sobre coisas que gosto de falar, compartilhar, recebendo as impressões de quem quiser dar alguma. Portanto, aos "alguns" que me visitam diariamente, não fiquem tristes, e não pensem que estou abandonando o barco, porque não é verdade. É só uma questão de dar mais tranquilidade no que diz respeito ao "quê" e "quando" colocar algum post. Quem quiser continuar me visitando, será sempre, sempre bem-vindo, com suas mensagens, ou mesmo com sua visita silenciosa. Mas, não garanto que terá novidade todos os dia, só quando, realmente, tiver alguma novidade. Um grande beijo à todos, e mais uma vez, muito obrigada pelo carinho. Até daqui a pouco.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Filme "E a Vida Continua..."


Evelina (Amanda Acosta) é uma jovem doente que está prestes a passar por uma cirurgia séria. Descansando em um hotel, ela conhece Ernesto (Luiz Baccelli), um homem mais velho que também está prestes a passar pelo mesma cirurgia. Os dois possuem uma amizade que durará além desta vida.

Fazendo parte da temática de filme espírita, esse foi o mais fraco que assisti. Os atores não possuem química, e algumas interpretações são até risíveis. Os diálogos são forçados, sem a menos naturalidade. Por exemplo, em algumas cenas, quando o marido de Evelina, Caio, vivido por Luiz Carlos Félix, surge em cena, transforma o que deveria ser dramático em momentos que beiram o humor. 

A direção e o roteiro do estreante Paulo Figueiredo também não fica atrás em matéria de desastre. O filme, muitas vezes, parece cinema amador. Se não fosse a presença de alguns atores consagrados e muito bons, não tinha como não saber se se tratava de filme de término de curso, ou longa metragem comercial. E, acredito que muitos filmes de conclusão de curso são melhores do esse. Nada funciona. Desde os enquadramentos, passando pela direção de arte, chegando finalmente à montagem e edição de som. Tudo é um verdadeiro desastre, destruindo uma obra que já cativou milhões de adeptos. Uma pena.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Filme "Sentidos do Amor"



A doutora Susan (Eva Green), epidemiologista saiu recentemente de um relacionamento ruim. Michael (Ewan McGregor), o chef carismático conquista Susan e lhe mostra que nem todos os caras são ruins. Ao mesmo tempo que Susan e Michael estão se apaixonando, uma pandemia global está ameaçando mudar a face da humanidade para sempre. E Susan, em seu trabalho como uma epidemiologista, está no centro de tudo. 

Quando um motorista de caminhão em Glasgow inexplicavelmente começa a chorar e, posteriormente, perde o sentido do olfato, Susan descobre que mais de 100 outras pessoas em toda a Europa foram atingidas de forma semelhante. Como mais e mais pessoas ao redor do mundo começam a sofrer esses sintomas estranhos, que primeiro ataca suas emoções e, em seguida, seus sentidos, Susan e Michael são forçados a tentar resistir à tempestade e descobrir como a raça humana pode lidar com tal pandemia. Em meio da catástrofe, Susan e Michael começam um relacionamento amoroso e são atormentados à medida que seus sentidos vão desaparecendo, situação que gera uma terrível mudança de comportamento em toda a população.

Esse é um aqueles filmes que, quando lemos a sinopse, pensamos: "Entre duas opções, se tem uma escolha: ou é um filme muito bom, ou é uma bomba!". Ainda bem que foi a primeira hipótese. Com duas belas atuações, Eva Green e Ewan McGregor estão em perfeita sintonia, demonstrando a sensibilidade e as falhas de seus personagens. É impossível não ressaltar a química contagiante entre os atores, que, combinado com um roteiro surpreendente, como resultado não poderia ser outro: um excelente filme!

Filme "Uma Doce Mentira"


A história já começa mostrando a paixão platônica que Jean (Sami Bouajilla) sente por sua patroa, Émilie (Audrey Tautou). Ele lhe escreve uma carta anônima declarando o seu amor. Émilie, por sua vez, reage de forma fria e insensível às belas palavras do rapaz, porém decide usar tal carta para reanimar sua mãe, Maddy (Nathalie Baye) que encontra-se em depressão depois de ter sido abandonado pelo marido. Assim, Émilie envia a carta para sua mãe, de forma anônima também, dando início a uma série de mal entendidos.

A trama é escrita por Pierre Salvadori e Benoît Graffin, onde, o primeiro, dirigiu o lindo “Amar Não Tem Preço”, também estrelado por Audrey. 

Apesar de ser cheio de clichês, o filme agrada, principalmente pela excelente (como sempre!) atuação de Audrey Tautou, que faz com que não odiemos sua personagem, apesar de ser uma pessoa que, mesmo com a desculpa de "boas intenções", não tem noção do mal que faz para quem está próximo, com sucessivas mentiras, e confusões. Assim, a construção de Emilie é um charme, já que mesmo sendo egoísta, não conseguimos criar aversão às suas ações. O elo do estranho triângulo amoroso é fortificado pela doçura da interpretação de Bouajila (Jean) e de Baye (Maddy). Nenhum deles é completamente correto ou errado, vilão ou mocinho. Todos são vítimas das ações mal planejadas e dos tiros pela culatra. Eles precisam contornar as perdas e os ganhos durante todo o filme, e fazem isso de uma maneira coerente de se ver em tela.Um filme para se conferir, com garantia de boas risadas.

domingo, 16 de setembro de 2012

Filme "As Mulheres do 6º Andar"


Paris dos anos 60. Jean-Louis Joubert (Fabrice Luchini) é um corretor da bolsa que leva uma vida burguesa, e tristonha ao lado da esposa Suzanne. Quando a sua empregada doméstica, há 20 anos, decide ir embora, sua pacata rotina é transformada pela chegada de Maria (Natalia Verbeke), empregada espanhola (naquela época anterior à União Européia, na França a maior parte das criadas vinha de Portugal e da Espanha) que mora com a tia e outras conterrâneas nos pequenos alojamentos para empregados do sexto andar do prédio. Motivado pela simpatia de Maria, Jean-Louis começa a se aproximar dessas mulheres que, apesar dos dissabores da vida dura que levam, são alegres e bem dispostas. Tocado por essas mulheres cheias de vida, ele começa a descobrir um novo universo, vivendo com emoção os prazeres mais sutis, em um ambiente completamente diferente aos modos austeros em que estava acostumado.

Com direção do francês Philippe Le Guay, que, além de roteirista, é professor da Fémis, a mais importante escola parisiense de cinema. Com uma história simples, "As Mulheres do 6º Andar" encanta pelas excelentes atuações, que tem a frente o sensível e habilidoso Fabrice Luchini, e ainda, de atrizes que foram consagradas nos filmes do diretor Pedro Almodóvar, como Carmem Maura (“Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos”) e Lola Dueñas (“Volver”). Com tanta gente competente, e com uma excelente e tocante história, não tinha outra opção a não ser tornar-se de um filme encantador, e  que vale a pena assistir.


sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Livro "Cinquenta Tons de Cinza"


A apimentada trilogia "Cinquenta Tons de Cinza" narra a relação entre a recatada estudante de literatura Anastasia Steele e o jovem, enigmático e multimilionário Christian Grey. Irremediavelmente atraída por Grey, um homem extremamente charmoso, bem-sucedido e controlador, Ana se vê estimulada a desafiar seus limites e preconceitos. Incapaz de resistir à beleza discreta, à timidez e ao espírito independente de Ana, Grey admite que também a deseja - mas em seu próprios e obscuros termos.

Recebido com entusiasmo pelos leitores estrangeiros e muito aguardado no Brasil, especialmente pelo público adulto feminino, a romântica, libertadora e totalmente viciante história vai dominar a atenção de quem lê, até a última linha.

Cinquenta Tons de Cinza é um livro bem diferente de tudo o que se costuma ler nos livros em geral, já que possui uma linguagem bem própria para um livro sensual. Com 260 mil exemplares vendidos em apenas 40 dias no Brasil, sabe-se, através de matérias veiculadas na imprensa, que o livro “Cinquenta tons de cinza” fez pessoas deixarem de lado preconceitos, e se aventurem em um mundo desconhecido, e cheio de fetichismo. 

Nos três livros da série, a autora E. L. James constrói uma narrativa cheia de descrições literais, paixão tórrida, e romantismo, misturando amor idealizado com cenas de sexo temperadas por sadomasoquismo, que prendem a atenção até o final, despertando a curiosidade para se saber como a história vai se desenrolar. 

Apesar da linguagem muitas vezes prosaica demais, Cinquenta Tons de Cinza surpreende pela força da narrativa, tornando-se um momento de puro deleite folhear suas páginas, e descobrir um mundo tão cheio erotismo, sedução, e paixão.

Os livros Cinquenta Tons de Cinza, Cinquenta Tons Mais Escuros e Cinquenta Tons de Liberdade serão adaptados para o cinema pela Focus Features, da Universal Pictures — os direitos foram comprados por um valor recorde de US$5 milhões.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Livro "Orgulho e Preconceito"


Como tinha mencionado antes, esse ano tive minha fase "clássicos ingleses". Outro livro que li, e amei foi Orgulho e Preconceito, de Jane Austen. Engraçado que mesmo gostando tanto de ler, nunca tinha me aventurado nos livros dessa autora tão maravilhosa e talentosa na sua forma de escrever, e construir as personagens, mesmo suas histórias sendo do final do século XIX, continuam tão atuais e envolventes. Que perda de tempo por um lado, e que satisfação por outro, poder desfrutar, pela primeira vez, de histórias, realmente, apaixonantes. É a mesma sensação que tenho quando sei de alguém que não assistiu um determinado filme, desses inesquecíveis na vida de uma pessoa, e vai assistir pela primeira vez. Que sorte!

Lançado em 1813, apesar de ter sido concluído em 1797, quando a autora não tinha ainda 21 anos, na cidade em que ela residia ao lado de seus familiares, foi inicialmente intitulado First Impressions (ao pé da letra: "Primeiras Impressões"), até que Jane fez a revisão final da história e acabou escolhendo definitivamente o título Orgulho e Preconceito.

A histório conta a vida da protagonista Elizabeth Bennet, uma mulher muito avançada para sua época. Ela tinha uma forma particular e inusitada de enfrentar questões como educação, cultura, moralidade e matrimônio, contrariando o ponto de vista dos aristocratas que viviam no princípio do século XIX.

Elizabeth, ou Lizzi, como os familiares a chamam, é a segunda de cinco irmãs, filhas de um fazendeiro de Meryton, um lugarejo criado pela autora e localizado em Hertfordshire, condado inglês próximo a Londres. Ela não se encaixa no modelo das heroínas suspirantes e meigas do gênero romântico. Determinada e rebelde, Elizabeth não se intimida diante da presença de Mr. Darcy, homem arrogante, extremamente rico, e que arranca suspiros de mulheres solteiras, desejosas por um matrimônio. A princípio os dois nutrem um ódio incomum e recíproco. Contudo, o amor vai surgindo aos poucos, de ambos os lados, mesmo a revelia e descontentamento de quem o nutre.

A história desse livro é tão forte e arrebatadora, que ainda hoje são feitas versões cinematográficas a seu respeito. Um livro para se lê, e reler ao longo da vida.


quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Filme "Abraham Lincoln - Caçador de Vampiros"


Abraham Lincoln começa o filme como uma criança que vê sua mãe sendo morta por um vampiro. Quando adulto, Abraham (o ator Benjamin Walker) começa a colocar em prática seu plano de vingança contra aquele que matou sua mãe, o vampiro Jack Barts (Morton Csokas). Mas ele se dá mal nas mãos do vampiro e só não morre graças à ajuda do misterioso Henry Sturges (Dominic Cooper - "Mamma Mia"). Sturges treina Abraham para lutar contra os vampiros, que, além de estudante de direito, balconista, torna-se caçador desses monstros. Junto a isso, Abraham começa a lutar contra a escravatura, e entra para a política. Não vou continuar a relatar aqui os fatos históricos, porque o filme faz uma misturada enorme, tentando inserir a ficção no que realmente aconteceu, mas de maneira anacrônica e pouco coesa. E, ainda por cima, a falta de cuidado com a cronologia do personagem principal, que começa criança, e, adulto, com pouco mais de 20 anos, resolve se vingar a morte de sua mãe. Até aí tudo bem. Acontece que a história dá um salto, à revelia do entendimento do público, para o um Lincoln já presidente e cinquentão e em meio à Guerra Civil que dividiu os Estados Unidos. Isso sem o espectador ter ideia de como se deu essa reviravolta, nem se os vampiros continuaram ou não agindo.

O praticamente desconhecido Benjamin Walker, genro de Maryl Streep, pelo menos consegue dar o mínimo de dignidade ao personagem histórico, apesar de todo sangue e pancadas.

O que é bem interessante no filme são os efeitos especiais, que, realmente, são impressionantes. Apesar do uso obrigatório dos óculos para ver em 3D, que parece o filme só foi lançado nesse estilo, vale a pena assistir, só não quando exageram em algumas cenas, como você poderá constatar quando for conferir no cinema. E também por mera diversão, sem pretensão de se ver um filme em que se saia dizendo: "Nossa, muito bom!".

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Filme "O Legado Bourne"

 
Aaron Cross (Jeremy Renner - "Vingadores", "Missão Impossível - Protocolo Fantasma"), juntamente com Jason Bourne, é um dos homens que são vítimas das experiências da corporação Treadstone, que, ao todo, aparentemente são nove. Desde então, os sobreviventes são mantidos com pílulas que aumentam suas capacidades físicas e inteligência. No entanto, tudo é um tanto obscuro, e fica mais complexo quando essas pessoas começam a ser eliminadas.

O ator Matt Damon (o protagonista da trilogia inicial Bourne) e o diretor Paul Greengrass (responsável pelo segundo e terceiro filmes) cogitaram uma nova sequência, quando esta não deu certo a chance de estrelar o filme acabou indo para Jeremy Renner, e o roteiro ficou por conta de Tony Gilroy. Mas o personagem de Matt Damon continua a ser o foco da narrativa, apesar de não aparecer no filme. A história ocorre paralelamente aos eventos de O Ultimato Bourne (2007): enquanto Jason Bourne ameaça seus antigos superiores, um departamento encabeçado por um coronel (Edward Norton) decide eliminar todos os programas de super-agentes para evitar um escândalo público.

Pelo desenrolar da história, temos a certeza de que virá mais uma (ou duas, ou três!) sequência de filme, na linha de Identidade Bourne, Supremacia Bourne e o Ultimato Bourne, onde o primeiro foi lançado em 2002. Acontece que esse roteiro, e esse ator, não possuem o mesmo carisma da trilogia anterior. Eles acabaram perdendo muito tempo em fazer a ligação do Legado Bourne, com os anteriores, e ficou muito centrado na história da droga que os agentes são dependentes. O personagem de Renner não chega a ser tão atormentando quanto era o de Matt Damon. Seu problema é de outra ordem. Enquanto o antigo buscava a sua identidade, este precisa manter a sanidade e o físico com a falta da medicação que os agentes são estimulados a tomar durante, e após o treinamento, que aumentam sua inteligência e força (mas que também causam dependência).

Como filme de ação é um bom entretenimento, mas aconselho a ser visto sem muita expectativa. 

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Filme "Cópia Fiel"


O filme se desenrola com, praticamente, dois personagens: um escritor inglês, James Miller (William Shimmell), e Elle (Juliette Binoche), dona de galeria de arte que vive há anos na Itália, mais precisamente, na Toscana. Miller está lançando um livro que tem o título do filme – Cópia Fiel. Sua tese é de que uma boa cópia vale tanto, ou mais, que o original. Estamos no universo das artes e, portanto, da sempre problemática autoria. De certa forma, todo o trabalho do filme será mirar, de diversos ângulos, essas mesmas questões: o que é o original, o que é a cópia? Como um se distingue do outro, se é que isso é possível? Como ir além das aparências? O valor da arte está na obra, em si, ou no olhar de quem a contempla e com ela se emociona? O que é sentimento real, e o que é um sentimento ilusório, fictício?

O diretor é iraniano (o fantástico, Abbas Kiarostami!), a atriz principal francesa (a talentosa, Juliette Binoche), e o ator principal um inglês (muito bom, mas, para mim desconhecido, William Shimmell). Dessa salada cultural pode se pensar que não poderia dar certo falar sobre qualquer assunto. Errado! O que trata o filme é universal, independente da língua que se fala, que, por sinal, no vemos uma pequena "dança" de idiomas. Em vários momentos Elle fala com o filho adolescente em francês, a conversa entre os protagonistas é em inglês, misturado com francês, e Elle fala com algumas pessoas da região em italiano. Mesmo com esse musicalidade de idiomas, não se perde nada da história, nem do poder da discussão, e do que se está discutindo. As questões vão surgindo e se expondo à medida que os dois personagens se deslocam pelo interior da Itália.

Um momento grandioso da carreira de Juliette Binoche, que por Cópia Fiel ganhou o prêmio de melhor atriz no último Festival de Cinema de Cannes, na França. Kiarostami criou a personagem pensando em tê-la como intérprete e o encaixe não poderia ser mais exato.

Filme para se ver, uma, duas, dez vezes, e mesmo assim, pode se extrair diversos olhares em casa vez, com mais perguntas e mais respostas.

domingo, 9 de setembro de 2012

Culinária " Pudim de Sorvete"


Essa foi a sobremesa do almoço aí de baixo. Para quem não é tão fã de chocolate (o que está muito, mas muito longe de ser o meu caso!), pode optar por essa sobremesa tão tradicional em nossa culinária, que eu nunca tinha feito. Ficou bem gostosa, e é bem leve.

Ingredientes
3 ovos
1 lata de leite condensado
a mesma medida de leite integral
1 lata de creme de leite
12 colheres(sopa) de açúcar - sendo 6 colheres(sopa) para as claras em neve, e 6 colheres(sopa) para a calda de chocolate.
6 colheres(sopa) de achocolatado em pó
1 colher(sopa)de amido de milho
1/2 xícara de água

Modo de fazer
Calda
Leve 6 colheres(sopa) de açúcar, 6 colheres(sopa) de achocolatado em pó, e 1/2 xícara de água ao fogo e deixe ferver. Coloque o líquido em uma forma com furo e leve ao freezer. Deixe cerca de 10 min para então, com o líquido mais consistente, espalhar pela forma. Deixe no freezer, enquanto prepara o creme.

1º creme
Misture 1 lata de leite condensado, a mesma medida de leite integral, e 3 gemas em uma panela e leve ao fogo, e 1 colher(sopa)de amido de milho. Mexa até ficar consistente. 

2º creme
Bata as 3 claras até atingirem o ponto de neve. Coloque o restante do açúcar e bata mais. Acrescente o creme de leite sem soro e continue batendo. Esse creme será misturado ao primeiro. 

Montagem
Junte os dois cremes e misture delicadamente. Tire a forma do freezer e coloque a mistura dos cremes. Leve ao freezer novamente e deixe gelar por, pelo menos, 8 horas. Para desenformar, retire a forma do freezer e espere alguns minutos. Ligue o fogo e aqueça o fundo da forma. Veja se o Pudim já está solto e vire-o em um prato. 

Culinária "Risoto de Tomate Seco e Brócolis"


Esse risoto é bem simples, despretensioso, e pode ser feito até com arroz branco mesmo, caso não tenha o arbóreo ou carneroli, que são próprios para o preparo de risoto. Acompanhou o Escalope de Contra-filé, mas pode, perfeitamente, ser servido sozinho. 

Ingredientes
(serviu, muito bem, 7 pessoas)

4 xícaras de arroz branco já cozinho
350g de tomate seco (pode ser substituído por 500g de tomate assado)
300g de brócolis
50ml de vinho branco seco 
200ml de creme de leite fresco
manteiga
azeite
3 a 4 dentes de alho

Modo de fazer
Refogue o alho com uma colher de sopa manteiga, e um pouco de azeite. Logo em seguida, acrescente o tomate seco (no caso, como tinha muitos tomates em casa, substitui o tomate seco, por tomate assado, que tem o sabor menos intenso, mas fica tão gostoso quanto o tomate seco - depois coloco a receita do Tomate Assado). Acrescente o brócolis ao refogado de tomate, e continue mexendo. Em seguida, coloque o vinho e deixe flambar. Caso não consiga flambar, mexa até o álcool do vinho evaporar. Depois acrescente o arroz já cozido, e vá misturando, até todo ele ter encorpado o tomate. No final, acrescente o creme de leite fresco, e mexa novamente.
 

Culinária "Escalope de Contra-filé ao Molho de Mel e Soja, acompanhado com Queijo Qualho"


Fiz esse almoço para o meu enteado, que veio passar o feriado de 7 de Setembro conosco. Nada melhor do que reunir a família! Ficou uma delícia. Um lembrete: essa combinação é para quem gosta de comida doce misturada com salgada. Eu adoro!

Ingredientes
(serviu bem para 7 pessoas)
1kg de contra-filé cortado em escalopes
60ml de mel de engenho (se gostar mais doce, coloca essa quantidade, se gostar menos doce, aumenta a quantidade de molho de soja)
3 colheres (sopa) de molho de soja
azeite
pimenta moida na hora
sal
queijo qualho para intercalar como os escalopes

Modo de fazer
Primeiro, asse as fatias de queijo qualho e reserve. 
Em seguida, tempere os escalopes de contra-filé com molho de soja, pimenta moída na hora, um pouco de sal (tem que tomar cuidado com o sal, porque o molho de soja já é salgado), azeite e deixe marinar. 
Em uma tigela, misture o mel com o molho de soja e reserve. 
Aqueça uma frigideira anti-aderente e, quando estiver bem quente, coloque os escalopes para assar (não precisa colocar qualquer tipo de óleo, porque já foi colocado na carne para marinar. Mas, se for assar em uma frigideira que não seja anti-aderente, é melhor colocar um fio de azeite). Nesse momento deve se tomar cuidado para não assar muito, dependendo da largura dos escalopes. Deixe selar de um lado, vire, e deixe selar do outro lado. Para ficar mais saborosa, a carne deve ficar, pelo menos, "ao ponto". 
Na sequência, usando a frigideira onde a carne foi assada, coloque o molho de mel com molho de soja, mexa para desgrudar o fundo de panela, e, em seguida, coloque em cima dos escalopes. Se quiser, pode levara à mesa numa molheira, e deixar que as pessoas, quando forem se servir, coloquem a quantidade que desejarem em cima da carne.


sábado, 8 de setembro de 2012

Filme "As Neves do Kilimanjaro"


Michel (Jean-Pierre Darroussin) trabalha no porto de Marselha, e em meio a um sorteio de pessoas que serão demitidas, seu nome aparece na lista. Procurando não se deixar abater, Michel segue adiante com sua vida, principalmente dando mais atenção aos netos, filhos e sua esposa, Marie-Claire. Em meio a comemoração de seus 30 anos de casado, festa organizada por ele próprio, seus filhos e pelo marido de sua cunhada, Raoul, que ainda trabalha no porto, Michel e Marie-Claire ganham dos amigos e familiares, uma passagem para conhecer o Kilimanjaro, e ainda um pequeno baú repleto de euros. Após essa comemoração, em um dia qualquer, Michel, Marie-Claire, sua irmã e Raoul estão em um animado jogo de cartas, quando são surpreendidos assaltantes, que, cientes da quantia recebida em seu aniversário de casamento, invadem a casa e roubam deles o tão comemorado presente. Para piorar, Michel e Marie-Claire ficam ainda mais chocados quando descobrem o autor do ataque.

O filme é livremente inspirado em Os Miseráveis, de Victor Hugo, mas não vou falar aqui como se dá seu desfecho. O filme mescla questões existenciais e fala da responsabilidade que cada um tem perante a sociedade em que vive, pricipalmente na pele de Michel, velho sindicalista que se vê forçosamente aposentado, e perdido nessa nova realidade, e das consequências que algumas atitudes tomadas intempestivamente, e sem conhecimento do que levou para serem tomadas, causam. O filme tem um sentimentalismo no ponto certo, sem ser piegas, e trata de perdão, responsabilidade, recomeço. Muito bom, muito bonito! Recomendadíssimo!

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Livro "Trem Noturno Para Lisboa"

Raimund Gregorius, professor de línguas clássicas em Berna, se levanta no meio da aula, abandona a sala e toma um trem para Lisboa. Em sua bagagem está um exemplar de reflexões filosóficas escrito pelo médico português Amadeu de Prado. Fascinado pelo livro, Gregorius decide investigar o autor. Em sua viagem, encontra pessoas que ficaram marcadas por seu relacionamento com esse homem excepcional, que o conheceram como médico, poeta ou combatente da ditadura.

Esse livro fez tanto sucesso na Europa que passou a ser uma expressão utilizada para referir-se a alguém que pretende mudar de vida. Pois é isso que o livro é: uma guinada na vida do protagonista. O mais interessante é que o protagonista do livro não estava pensando em mudar de vida, ele simplesmente mudou. Tanto que, nem ele mesmo acreditou que tinha feito o que fez, largar tudo de uma hora para outra. O motivo que o estimulou a fazer isso foi o encontro com uma mulher em uma ponte, uma desconhecida, que, por sua atitude o fez pensar que ia saltar. Então, o vento carregou seu guarda-chuva e derrubou sua pasta espalhando os cadernos pelo asfalto molhado. A mulher viu e se aproximou. E escreveu uma sequência de números na testa dele, que não vou dizer aqui o que significava. Intrigada, ele pergunta qual sua língua materna, que ela diz ser português. Como professor de línguas clássicas, ele se interessou em conhcer melhor esse idioma, e entrou em uma livraria espanhola e encontrou um livro em português que comprou imediatamente – Amadeu Inácio de Almeida Prado – "Um Ourives da Palavra". A partir daí, começa uma longa viagem para dentro de si mesmo, através da leitura do livro de Amadeu Prado.

O enredo tem um argumento parecido com o da "A Sombra de Vento" - Carlos Ruiz Zafón, mas enquanto este tem um desenrolar mais de aventura, "Trem Noturno Para Lisboa" é mais reflexivo. Livro excelente, que deve fazer parte de toda boa biblioteca. Mais um exemplar para os amantes da leitura. 

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Filme "A Casa dos Sonhos"


A história do filme é a seguinte: Will Atenton (Daniel Craig) é um bem sucedido editor em Manhattan que deixa o emprego e se muda com a esposa Libby (Rachel Weisz) e suas duas filhas para a cidade de Nova Inglaterra. Só que logo eles descobrem que a casa onde vivem foi, no passado, o local do assassinato de uma mãe e seus filhos, um crime que a cidade inteira acredita ter sido cometido pelo próprio marido. Will começa a investigar o caso e logo percebe que há algo de estranho na história. Sua única pista é Ann Patterson (Naomi Watts), uma misteriosa vizinha que conhecia a família que foi vítima da tragédia.

Acontece que o filme, diferentemente do que o trailler nos é mostrado nos cinemas, não é um filme de suspense, nem terror, nem ação, nem tem nada relacionado a sonho. Alguém pode estar dizendo: "Nossa, ela contou o filme!", mas garanto que não é verdade. A história nos é revelada nos 30 minutos iniciais do filme. Esta virada precipitada, faz com que a última hora se torne mais do mesmo. A impressão que nos dá é que o roteirista (ou o diretor, ou ambos!!) não soube aproveitar o suspense inicial do filme, nos mostrou o segredo da história antes do tempo, o que acabou não dando chance nem dos próprios personagens se acharem no contexto.

A direção é de Jim Sheridon, que dirigiu excelentes filmes como "Meu Pé Esquerdo" - 1989, e "Em Nome do Pai" - 1993. Parece que ficou tão insatisfeito com o resultado dessa "Casa do Sonhos", que pediu para que retirassem seu nome dos créditos. Por aí, dá para se ter um pouco noção de como esse filme foi equivocado.

Filme "Jane Eyre"


Claro que depois de ler o livro, fui logo procurar o filme para assistir! Quem tiver se interessado pelo livro, e depois quiser assistir ao filme, não irá se arrepender (a versão de 2011). A ambientação é muito boa, o figurino também. Os atores então, nem se fala. A atriz que faz Jane Eyre (Mia Wasikowska - "Albert Nobs", "Minhas Mães e Meu Pai", "Alice no País das Maravilhas") tem um aspecto de pureza, e ao mesmo tempo, exala uma força interior, do jeito como a personagem é descrita no livro. Quanto ao ator que faz Edward Rochester (Michael Fassbender - "Um Método Perigoso", "A Toda Prova"), ele é a encarnação do feio-bonito, arrogante, altivo descrito por Charlotte Brontë.  E quanto a adaptação do roteiro, posso dizer que correspondeu, totalmente, a expectativa. Indicadíssimo!

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Livro "Jane Eyre"


Esse ano tive minha fase "clássicos ingleses", depois da fase "autores suecos". Comecei por Jane Eyre, de Charlotte Brontë. Depois li alguns de Jane Austen, que, posteriormente, mencionarei aqui.

Confesso que gostei bem mais do livro de Charlotte Brontë, do que o de sua irmã, Emily Brontë (O Morro dos Ventos Uivantes), quando o li há muitos anos. Eu sei que gostar ou não de alguns livros, depende muito da época em que você os lê. Por isso, mais na frente darei outra chance para esse clássico da irmã Brontë.

Mas vamos à história: ambientado no século 19, Jane Eyre é uma órfã que quando criança viveu sob o teto de uma tia cruel, e que depois de muito humilhada foi enviada para uma escola de meninas, de ambiente igualmente hostil. Passada a infância triste e sofrida, aos 19 anos, Jane está pronta para deixar a escola quando ela é, finalmente, indicada ao emprego de governanta e preceptora de uma menininha em Thornfield Hall, uma casa remota no distrito de Yorkshire, propriedade do novo amo e senhor de Jane, Edward Rochester.

Rochester é um homem  obscuro, carismático e prepotente que ao conhecer Jane acaba nutrindo uma curiosidade quanto a forma fechada e excessivamente formal dela, sua postura submissa mas, ao mesmo tempo altiva, e que reflete não compreender as estranhas demonstrações de afeto do seu amo.

O romance entre os dois, a paixão proibida, as dificuldades que começam a aparecer, trazem para a história um excelente tempero. Muito bem escrito, extremamente envolvente. Ainda bem que não o li antes, para desfrutar de sua companhia agora. Mas, nada impede que, no futuro, eu o leia novamente, afinal, reler os clássicos pode ser tão bom quanto lê-los uma primeira vez.

Filme "Intocáveis"




O milionário Philippe (o excelente François Cluzet) é tetraplégico, e está a procura, mais uma vez, de uma pessoa que lhe sirva de ajudante, companhia, meio enfermeiro. Como o trabalho é muito duro, poucos aguentam. Diante de todos os candidatos que vão ser entrevistados, o irreverente Driss (Omar Sy), consegue chamar a atenção de seu entrevistador. E assim, começa uma inusitada parceria.

O roteiro tem um humor que foge ao politicamente correto. Na verdade, nenhuma comédia que se preze a fazer rir, existe sem alguma provocação aos limites estabelecidos. E essa não foge a regra. Como Philippe está cansado de profissionais bonzinhos e que juram adorar cuidar de deficientes como ele, quando na verdade só estão interessados no dinheiro, resolve contratar Driss, que, na verdade, nem queria o emprego. É que, como ex-ladrão em condicional, precisa periodicamente procurar trabalho, senão perde o seguro-desemprego. Sem querer, acabou contratado. Apesar de algumas cenas clichês entre o personagem rico e deficiente físico, e o imigrante pobre, não há qualquer situação induzindo à piedade, nem de Philippe, nem de Driss - que tem sua cota de sérios problemas familiares a resolver. Uma coisa que chama a atenção é o entrosamento entre os dois atores, que parece nasceram para desempenhar esse papel. Este é, sem dúvida, um dos melhores filmes que já vi esse ano!

domingo, 2 de setembro de 2012

Filme "Tango"


Mario Suarez (Miguel Ángel Sola), autor e diretor teatral, apesar da fama está em crise criativa e emocional. Abandonado pela mulher Laura (Cecilia Narova), refugia-se nos ensaios de um espetáculo que prepara, sobre o tango. Angelo Larroca (Juan Luis Galiardo), o mafioso, bailarino frustrado, e também um dos investidores do filme, sugere a Mario que dê o papel principal a sua protegida (Mía Maestro). Impressionado com o real talento e beleza da jovem, ele se torna seu amante. O caráter documental do filme alterna-se com uma trama ficcional.

Ontem revi um dos filmes que mais gostei da década de 1990: "Tango", de Carlos Saura. O filme concorreu ao Oscar de filme estrangeiro com Central do Brasil em 1999. As belíssimas imagens renderam ao filme o prêmio de melhor fotografia do Festival de Cannes de 1998. É um casamento do cinema com a música. O filme tem uma beleza plástica, é uma música que emocionam, e mexem com o fundo da alma. A trilha sonora é fantástica. Filme belíssimo que vale a pena se ter na videoteca, para ser revisto de tempos, em tempos.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Filme "Procura-se Um Amigo Para o Fim do Mundo"

Duas pessoas que não se conhecem, apesar de serem vizinhas, encontram-se, por acaso, às vésperas da chegada de um asteróide à Terra que vai acabar com toda a vida do planeta, em um curto espaço de tempo. Dodge (Steve Carrel) foi abandonado pela esposa. Seus planos de viver alguns dias de amor enquanto o fim se aproxima começam a se realizar, primeiro quando ele recebe uma carta de uma ex-namorada da época do colégio, e resolve procurá-la. Assim, começa uma jornada com sua vizinha (Keira Knightley), quando ela, por acaso, se convida a participar da - antes solitária - busca, carregando nada além de seus LP's favoritos Ele, um vendedor de seguros solitários. Ela, uma imigrante inglesa de espírito livre. Duas pessoas bem diferentes.

Sabe esses filmes que a gente vai assistir com um pé atrás. Na verdade, os dois pés atrás. Apesar de gostar de Steve Carrel ("Um Divã para Dois"- já falado aqui, "Amor a Toda Prova", "Eu, Meu Irmão, e Sua Namorada"), principalmente em um papel mais dramático, bem mais do que em comédia, não sabia se o roteiro, já tão batido sobre o fim do mundo, ia engrenar. Mas, funcionou, e muito bem. O filme é todo o roteiro, as as atuações, tanto dos protagonistas, quanto dos codjuvantes. Ora o filme é levemente cômico, ora romântico e dramático, mas sempre satisfatoriamente equilibrado, sem forçar a barra para extrair emoção. Quem poderia querer terror, para justificar o fim do mundo, nesse filme só vai encontrar delicadeza, sem afronta aos personagens e situações cridas. É revigorante assistir a um filme assim.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Receita de Risoto de Camarão com Manga

Essa receita aprendi com o marido de uma amiga, onde fiz uma pequena adaptação, porque amo comida salgada, misturada com doce, e visse-versa. É uma receita que já fiz inúmeras vezes, e todos adoram. Mas, infelizmente, hoje não tenho foto para publicá-la. Assim que fizer novamente, tiro uma foto e "posto" aqui, prometo!

Ingredientes
(quantidade para duas pessoas - com fome!)
2 xícaras de arroz arbóreo
400g de camarão com casca
1 manga Tommy média, ou grande (depende se quer deixar mais doce, ou menos doce) cortada em cubinhos. A manga deve estar mais para firme, não pode ser muito madura, caso contrário, ela desmancha quando for caramelizar no fogo
Alho
Cebola
Sal
2 colheres de sopa de mel
1/2 pote de requeijão
Queijo parmesão ralado na hora
Açafrão (se gostar, caso contrário não precisa, porque é só para dar um gostinho diferente e uma cor alaranjada. Como o arroz será cozido na água das cascas do camarão, ele ficará menos branco)

Modo de fazer
Descasca os camarões ainda crus, e reserva as cascas. Refoga as cascas do camarão reservadas no alho, azeite, um pouco de sal, e, quando mudarem de cor, coloca água, e deixa ferver. Um quantidade de água que dê para cozinhar o arroz. Em seguida, refogue o arroz no alho, azeite, cebola, e sal. Quando a água das cascas do camarão estiver fervendo, vá colocando, aos poucos, no arroz refogado, tomando cuidado para não cair casca no arroz. Se for colocar o açafrão, é nessa hora. Vá mexendo aos poucos, para ajudar a soltar o amido do arroz. A parte, refogue, rapidamente, os camarões no alho, não deixando muito tempo para não passar do ponto e ficarem borrachudos, uma vez que eles ainda vão para arroz. Enquanto olha o arroz, aqueça uma frigideira, coloque o mel, e a manga, e deixe caramelizar, até encorpar todo o mel à manga, e esquentar. Quando ao arroz estiver "ao dente", coloque a manga, o camarão, e por último, o requeijão. Mexa bem, tampe a panela, e sirva em seguida. Quando for servir, leve o pedaço de parmesão, e rale no prato. Deve ser consumido quente.

Espero que façam, e contem aqui o que acharam!

Livro "O Tempo entre Costuras"


Poucos meses antes da guerra civil eclodir na Espanha, e com casamento marcado com um rapaz bonzinho, mas sem graça, Sira conhece, e, quase imediatamente, se apaixona por Ramiro. Ela acaba o noivado, e segue com ele, trocando sua pacata rotina em Madri pelo desconhecido Marrocos, seguindo essa avassaladora paixão. Ela e seu amado Ramiro, um aventureiro em busca de dinheiro, vivem momentos de romance, glamour e futilidade. Mas o sonho vivido por ela acaba quando, de uma hora para outra, é abandonada. Sira Quiroga é a encantadora costureira que protagoniza esta aventura. A costureira, no começo do livro, é uma moça sonhadora e ingênua. Ao longo da história, ela se torna uma mulher forte, que faz de tudo para ascender através de seu trabalho como costureira.

O livro guarda aventura, suspense, e a autora deixa mistérios no ar, para prender o leitor na história, do começo ao fim. O livro também traz diversas referências históricas, e mistura personagens de ficção com personagens reais. Ela lembra muito o estilo de Carlos Ruiz Zafón por sua forma hipnotizadora de escrever. Para quem não conhece, o catalão Carlos Ruiz Zafón é o autor de "A Sombra do Vento", maravilhoso livro lançado em 2007, e "O Jogo do Anjo", muito bom também, lançado em 2008.

O livro é da espanhola Maria Dueñas. Escritora espanhola, doutora em filologia inglesa e professora acadêmica, María escreveu o livro no espaço entre as aulas, misturando referências da presença espanhola no Marrocos nos anos 30 e 40.

Recomendadíssimo!

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Filme "Um Homem de Sorte"


Como tinha prometido, hoje vou falar do filme que foi feito a partir do livro homônimo de Nicholas Sparks: "Um Homem de Sorte". Gostei muito. Como já tinha gostado do livro, o filme correspondeu minhas expectativas. Inclusive, pela escolha do ator principal, Zac Efron. Desde um outro filme que tinha visto com esse ator ("Vida e Morte de Chalie St. Cloud") tinha me surpreendido com sua interpretação. Surpresa no bom sentido, claro. Parece que fez escola em filmes tipo musical, mas aprendeu muito bem, inclusive, para interpretar um papel dramático.

A história é exatamente igual à do livro, guardada a linguagem cinematográfica. Eles conseguiram fazer uma boa adaptação. Na descrição da viagem do personagem no livro, que acaba se estendendo muito, no filme eles deram uma boa enxugada. E assim em outras partes, que, para quem leu o livro e depois vai assistir ao filme, poderá constatar. 

Mas, tenho que confessar que esse filme, assim como o livro (ou, os livros!) de Nicholas Sparks são um tanto mais femininos. Calma, antes que alguém jogue a primeira pedra, me deixe explicar melhor o que quero dizer com isso: o filme todo remete para um cenário melodramático bem típico, em que mulheres acuadas, num mundo que aparenta ser sensível mas se revela bruto, buscam refúgio em homens que aparentam ser brutos mas se revelam sensíveis. Logan é um fuzileiro naval, mas é também enxadrista, pianista e ótimo dançarino. Já Betty não só é uma exceção civilizada no meio dos "caipiras" dos EUA, mas também gosta de ler, de arte. Acho que esse tipo de sensibilidade toca mais as mulheres, porque homens, normalmente, não tem muita paciência para o melodrama. Uma pena, deixa a vida da gente bem mais leve. Quem quiser conferir, vale a pena assistir num sábado a tarde, por pura diversão.